CNPJ obrigatório para produtores rurais, autônomos e prestadores de serviços é adiado

O governo federal adiou, para o dia 1º de janeiro de 2027, a obrigatoriedade de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) para autônomos, prestadores de serviços e produtores rurais que atuam como pessoa física. A medida foi publicada no Decreto nº 13.075, de 21 de julho de 2026. Até 31 de dezembro de 2026, esses profissionais e produtores poderão continuar emitindo seus documentos fiscais utilizando apenas o CPF e, no caso da atividade agropecuária, a Inscrição Estadual (IE). Inicialmente prevista para entrar em vigor em julho de 2026 como parte das regras de transição da Reforma Tributária (IBS e CBS), a exigência foi adiada para dar mais tempo de adaptação aos contribuintes e permitir que o Fisco conclua o desenvolvimento de plataformas simplificadas de cadastro. O Sebrae recomenda, porém, que os empreendedores não deixem as providências para a última hora. O segundo semestre de 2026 deve ser utilizado como um período de planejamento estratégico. Calcule seu faturamento projetado. Faça um levantamento das suas receitas de janeiro a junho deste ano e projete o fechamento de 2026. Se você é prestador de serviços e vai passar de R$ 40,5 mil, ou produtor rural que ultrapassará R$ 3,6 milhões, você precisará se adequar. Avalie o enquadramento ideal: Organize as finanças desde já. Ter um CNPJ exige separar a conta bancária pessoal da conta do negócio. É importante estruturar fluxos de caixa e procurar orientação contábil sobre a transição para o modelo de pessoa jurídica. Quem será obrigado a ter CNPJ em 2027? A nova regra tributária não afeta a todos da mesma maneira. O limite de faturamento é o principal critério para definir quem precisará obter o CNPJ a partir do ano que vem: Fonte: Agência Sebrae de Notícias
Jovens estudam mais, empreendem mais e ganham mais, diz estudo

O empreendedorismo jovem no Brasil, formado por aproximadamente 4,9 milhões de donos de negócios com idade até 29 anos, registrou nos últimos 14 anos um expressivo crescimento do nível de escolaridade e renda. Segundo levantamento do Sebrae, entre o 1º trimestre de 2012 e o 4º trimestre do ano passado, o percentual de jovens empreendedores com ensino superior incompleto ou mais saiu de aproximadamente 14% para quase 28%. Desde 2019 (4º trimestre), essa faixa de escolaridade passou a ocupar a segunda colocação, abaixo apenas do nível de ensino médio completo, que também cresceu, passando de 31% (4º trimestre de 2012) para 46% (mesmo período de 2025). A pesquisa, feita a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que essa elevação do nível de ensino foi acompanhada também por um aumento da renda desses empreendedores. No último trimestre de 2021, o rendimento real médio habitual do trabalho dos jovens donos de negócio (DN) foi de R$ 1.933, passando para R$ 2.576 no final de 2025. Entretanto, mesmo com essa evolução, o estudo do Sebrae indica que a renda dos empreendedores jovens ainda era cerca de 30,5% inferior à dos adultos DN e 30,6% menor que a dos seniores DN. A pesquisa sinaliza um avanço importante, diz o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares. “Empreendedores mais qualificados alcançam, normalmente, melhor resultado na atividade. Temos trabalhado para estimular o empreendedorismo entre os jovens, por meio de ações inclusive nas faculdades e nos institutos tecnológicos. Somente ano passado fizemos 9,3 milhões de atendimentos por meio da educação empreendedora”, diz Soares. Oportunidades Segundo o estudo, no final do ano passado, 15% dos jovens DN frequentavam instituições de ensino, proporção quatro vezes maior que a observada entre os adultos DN e 14 vezes superior à dos seniores DN. Rodrigo afirma que o crescimento da escolaridade e da renda dos jovens empreendedores abre oportunidades, mas que os desafios de produtividade, renda e sustentabilidade dos negócios ainda exigem políticas direcionadas especialmente a esse público. “Nosso desafio é não apenas ampliar o empreendedorismo nessa faixa etária, mas também atuar na formação desses jovens empreendedores que leve a emancipação com cidadania e inclusão, acrescenta. A pesquisa apontou que o contingente de jovens donos de negócio representa aproximadamente 16% do universo de empreendedores no país e que esse grupo é predominantemente composto por homens (64%) e pessoas negras (57%). Entre os DN adultos, 65% são homens e 53% se autodeclaram negros. Já na faixa etária sênior (60 anos ou mais), a predominância de homens é ainda maior (70%), com maior participação de pessoas brancas (52%). Setores e localidades O setor de Serviços é onde a maioria dos jovens empreendedores atuam (57%), seguido por Comércio (17%), Construção (11%), Agropecuária (10%) e Indústria (5%). A maioria das empresas de jovens está concentrada no Sudeste (43%), no Nordeste (25%) e no Sul (15%). Norte (10%) e Centro-Oeste (7%) completam o quadro de localidades. Segundo o levantamento, 93% dos jovens empreendedores atuam por conta própria e apenas 7% são empregadores. Entre adultos e seniores, o percentual de empregadores é mais que o dobro (15% em ambos os grupos). Fonte: Agência Sebrae de Notícias
Brasil tem a 2ª maior população com potencial empreendedor do mundo, diz pesquisa

Segundo pesquisa realizada em 110 países, existem 42,5 milhões de brasileiros adultos que gostariam de começar a empreender O Brasil tem 42,5 milhões de pessoas adultas (com idade entre 18 e 64 anos) que ainda não são donos do próprio negócio, mas que gostariam de começar a empreender em até três anos. O resultado coloca o país na segunda colocação, atrás apenas da Índia (com 150 milhões), em um ranking global que reúne 110 economias do mundo. É o que aponta a pesquisa Monitor Global de Empreendedorismo (Global Entrepreneurship Monitor – GEM 2025), que no Brasil é realizada pelo Sebrae. O volume de brasileiros considerados empreendedores potenciais é superior ao dos Estados Unidos (20 milhões), Egito (16 milhões) e México (11 milhões). Esse número mantém a posição registrada pelo Brasil na pesquisa anterior (realizada em 2024). Considerando a proporção da população adulta que não é dona de uma empresa, mas deseja ter um negócio em até três anos, a Taxa de Empreendedorismo Potencial do país ficou em 45%, a sexta maior no ranking global. O presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, destaca que o desejo de empreender é uma das principais características do brasileiro. “A população brasileira une criatividade e determinação para realizar seus sonhos. Ao criar um negócio, esses empreendedores estão gerando emprego, renda e proporcionando um movimento de inclusão e emancipação social”, afirma Rodrigo Soares, presidente do Sebrae. A pesquisa GEM revelou ainda que o país manteve a 6ª posição global quanto à Taxa de Empreendedores Estabelecidos (12,4%). Esse indicador avalia a proporção da população adulta que tem um negócio (formal ou não) com mais de 3,5 anos em atividade. Pesquisa GEM O Monitor Global de Empreendedorismo é a maior pesquisa sobre empreendedorismo no mundo, sendo realizada em 110 países. No Brasil, foram feitas, no ano passado, 2.350 entrevistas com pessoas adultas com idade dentre 18 e 64 anos. Foram ouvidos empreendedores iniciais, compostos por nascentes (que nos últimos 12 meses realizaram alguma ação visando ter um negócio próprio ou têm negócio próprio com até 3 meses de operação), novos (com 3 meses), além dos chamados empreendedores estabelecidos, com mais de 3,5 anos de atividade. Fonte: ASN
Reforma tributária pode afetar relação dos negócios com fornecedores da indústria e do comércio

Os pequenos negócios representaram 96% das empresas abertas no país em 2025. Com a chegada das mudanças previstas pela reforma tributária, as pessoas vão precisar adotar um cuidado a mais ao iniciarem suas jornadas como empreendedores: a escolha do regime tributário. Essa análise envolve o valor do produto/serviço adquirido, o regime tributário do fornecedor e o regime tributário da própria empresa. Dependendo do regime tributário escolhido, a empresa vai definir se o custo final da aquisição junto a um determinado fornecedor, ou seja, a soma do valor mais os créditos tributários, é mais vantajosa do que de outro possível parceiro do mercado. O analista de Competitividade do Sebrae Nacional, Edgard Fernandes, dá um exemplo a ser observado pelos pequenos negócios. “Se a empresa é contribuinte do regime geral ou optante pelo regime do Simples nacional híbrido, ela tende a adquirir insumos de empresas do Simples Nacional híbrido para aproveitamento de créditos”, afirma Edgard Fernandes, analista de Competitividade do Sebrae Nacional. Na prática, fornecedores devem escolher empresas com menor impacto fiscal na hora de comprar produtos. Por isso, os empreendedores de pequenos negócios devem avaliar quais as melhores opções de regime tributário de acordo com o setor e a cadeia produtiva em que estão inseridos. Calendário da reforma O Sebrae preparou um material com as principais perguntas e respostas sobre a Reforma Tributária e como ela irá afetar os pequenos negócios. A implementação das mudanças acontece de forma gradual: Reforma tributária A mudança substitui cinco tributos (ICMS, ISS, PIS, Cofins e IPI) por dois novos impostos: o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição Social sobre Bens e Serviços). O objetivo é simplificar a tributação, reduzir a burocracia e tornar o sistema mais transparente, sem aumentar a carga tributária total. O IBS será estadual e municipal, substituindo o ICMS e o ISS, enquanto a CBS será federal, no lugar do PIS, Cofins e parte do IPI. Juntos, formam o IVA (Imposto sobre Valor Agregado), seguindo o modelo adotado por mais de 170 países. A alíquota total estimada fica entre 26% e 28%, mas setores essenciais como saúde e educação terão redução de 60%, e produtos da cesta básica terão alíquota zero. O sistema permitirá créditos tributários amplos, evitando a tributação em cascata. Fonte: Agência Sebrae de Notícias
Projeto de Lei pode aumentar o teto de faturamento do MEI para R$ 130 mil

Aumentar de R$ 81 mil para R$ 130 mil o valor máximo que os microempreendedores individuais podem receber em um ano e possibilitar a contratação de até dois funcionários. Estes são os destaques do Projeto de Lei Parlamentar 108/2021, que deve entrar em votação nos próximos dias na Câmara dos Deputados. Caso seja mantido o texto proposto pelo Senado, o projeto segue para sanção presidencial. Somente no início de 2025, mais de 570 mil MEIs foram desenquadrados da categoria por excederem o limite de faturamento de R$ 81 mil no ano anterior. O Sebrae avalia que a elevação para R$ 130 mil recompõe o valor real, considerando que o teto está inalterado desde 2018, e viabiliza crescimento sustentável na formalidade, reduzindo incentivos à subdeclaração ou à informalidade. Além disso, a iniciativa atende ao interesse público de estimular a formalização e apoiar pequenos negócios, tratando-se de medida que reduz o estrangulamento do MEI por defasagem inflacionária acumulada nos últimos anos. “O aumento do enquadramento trará muitos negócios para a legalidade, num modelo claramente mais simples e menos burocrático. Como efeito imediato, possibilita o reenquadramento das empresas que excederam o faturamento, além do potencial ingresso de aproximadamente 470 mil empresas hoje fora do regime”, avalia Décio Lima, presidente do Sebrae. Para o presidente do Sebrae, a medida não beneficiará somente os mais de 13,1 milhões de pequenos negócios que se encaixam neste modelo de empresa. “Em um cenário conservador, a proposta de contratar até dois empregados, ampliando sua capacidade operacional e podendo gerar até 1,5 milhão de novos postos de trabalho, caso 10% dos MEIs contratem o segundo funcionário”, aponta. Fonte: Agencia Sebrae de Notícias (ASN)
Micro e pequenas empresas impulsionam menor taxa de desemprego desde 2012

As micro e pequenas empresas (MPE) tiveram uma contribuição fundamental para que o país batesse um novo recorde de empregos. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do IBGE, no ano passado o Brasil alcançou a menor taxa de desemprego (5,6%) registrada desde 2012, com um recuo de 1 ponto percentual em comparação a 2024. Os dados acompanham levantamento do Sebrae feito a partir dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No acumulado de 2025, o Brasil teve um saldo de 1.279.498 empregos. Desse total, as micro e pequenas empresas (MPEs) responderam por 80,5%, o segundo melhor desempenho do setor em quatro anos. Além disso, segundo o Sebrae, as MPEs foram responsáveis por 77,9% do saldo de empregos de 2023 para cá. Em três anos, o saldo de vagas (diferença entre postos de trabalho abertos e demissões) no país foi de 4,4 milhões – e as MPEs respondem por 4,2 milhões desse total. “Em 2025, a taxa média de desemprego ficou em 5,6%, mostrando que o mercado de trabalho segue forte, graças, principalmente, aos pequenos negócios, cada vez mais apoiados por políticas públicas e acesso facilitado a crédito”, avalia Décio Lima, presidente do Sebrae. Um exemplo desse apoio são as garantias do programa Acredita Sebrae, com recursos do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), que alcançou a marca de R$ 11 bilhões em crédito assistido, no ano passado. Saldo de empregos no Brasil • 2025: 1,2 milhão (MPE: 80,5% do total)• 2024: 1,6 milhão (MPE: 73% do total)• 2023: 1,4 milhão (MPE: 81,3% do total) Saldo de empregos das MPEs por setor no acumulado desde 2023 • Serviços: 1.762.309• Comércio: 790.385• Construção: 482.619• Indústria de transformação: 304.556• Agropecuária: 53.306 Taxa de informalidade A Pnad Contínua também verificou a taxa anual de informalidade para o país, que foi de 38,1% da população ocupada. As maiores taxas anuais ficaram com Maranhão (58,7%), Pará (58,5%) e Bahia (52,8%); e as menores, com Santa Catarina (26,3%), Distrito Federal (27,3%) e São Paulo (29,0%). Já o valor anual do rendimento real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.560. Os maiores valores foram do Distrito Federal (R$ 6.320), São Paulo (R$ 4.190) e Rio de Janeiro (R$ 4.177). Os menores valores foram de Maranhão (R$ 2.228) e Bahia (R$ 2.284). Sobre a Pnad Contínua A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, trabalho temporário e por conta própria, por exemplo. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal. Fonte: ASN
Acordo Mercosul-UE amplia mercados para micro e pequenas empresas brasileiras

Uma análise do Sebrae sobre o texto do Acordo Mercosul-UE, que reduz barreiras tarifárias e burocráticas no comércio entre os dois blocos, projeta incremento no volume de exportações e de receita para segmentos importantes da economia onde há presença forte da micro e pequena empresa brasileira. A instituição considera o tratado, formalizado no último dia 17 de janeiro, um marco histórico de abertura de novos mercados para o país, podendo injetar até R$ 37 bilhões no PIB nacional até 2044, segundo previsões do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Para o diretor técnico e presidente interino do Sebrae, Bruno Quick, o acordo representa novos mercados para o produto brasileiro, mas, ao mesmo tempo, um acesso a maquinários e insumos que garantirão ganhos de produtividade internamente. “A hora é de reforçar a preparação dos pequenos negócios, diante desse grande mercado consumidor que se abre, somando mais de 700 milhões pessoas considerando os dois blocos, para estarmos prontos quando as regras passarem a valer”, disse Bruno Quick. Os dados levantados pelo Sebrae traçam as previsões por segmento. Um dos que se destacam é o do café beneficiado (torrado e solúvel), hoje com tarifas entre 7,5% e 11,5% e que serão zeradas em até quatro anos. A projeção é que o quilo do produto beneficiado gere até 165% mais receita em relação ao grão cru. Outro mercado com impacto positivo projetado é de carne de aves e suínos, que pode ter um incremento de 19,7% nas exportações até 2040, com crescimento produtivo de 9,2%. O acordo prevê uma cota de 180 mil toneladas com tarifa zero, a ser implementada gradualmente nos próximos sete anos. A cota vale para o bloco exportar à União Europeia e é medida pelos sistemas de comércio exterior. Na carne bovina, também haverá uma cota para o bloco, de 99 mil toneladas com tarifa de 7,5% — bem abaixo das que incidem hoje, que podem chegar a 31%. A projeção é de aumento de 5,1% nas exportações e 1% na produção no médio prazo. Com eliminação imediata de tarifas para uvas e maçãs e em até sete anos para limões, o setor de frutas ganha competitividade em relação a países como Chile e Peru, que já são isentos no mercado europeu. O mercado brasileiro se beneficiará, ainda, da unificação de regras tarifárias e informações regulatórias prevista no no capítulo sobre micro, pequenas e médias empresas do acordo. Tipicamente brasileira, a cachaça não apenas ganha mercado, já que a alíquota atual de 8% será reduzida gradualmente em quatro anos até zerar para garrafas de até 2 litros, além de cota de 2.400 toneladas com tarifa zero se for a granel, mas também tende a ter sua marca mais protegida. Isso porque o fluxo maior para a Europa consolidará a cachaça como um produto de denominação exclusiva do Brasil, o que evita o uso indevido por produtores estrangeiros. Indicação Geográfica O acordo é visto como uma chance de alavancar ainda mais os produtos brasileiros que têm Indicação Geográfica (IG) – um reconhecimento do Instituto de Propriedade Industrial (INPI) de que aquele item tem qualidades ou características de uma determinada área geográfica, incluídos os fatores naturais e humanos, não sendo possível ser produzido em outro ambiente. É o caso do queijo da Canastra (MG), o mel de melato de Bracatinga (sul do país) e cafés em diversas regiões do país. “Vamos intensificar o trabalho de excelência que o Sebrae já faz para apoiar os empreendedores no registro de IGs. Hoje, há 150 IGs reconhecidas no país e esse número tem potencial para subir. Somente no ano passado, aplicamos 95 diagnósticos, com a identificação de 69 territórios com potencial positivo para serem reconhecidos como indicação geográfica. E continuaremos trabalhando”, aponta Quick. Produtos que carregam essa espécie de selo de qualidade e autenticidade podem se beneficiar com a abertura do mercado europeu, aponta a análise do Sebrae. O mel é um desses produtos, um segmento formado por quantidade expressiva de pequenos produtores, destaca o estudo. O levantamento mostrou ainda potencial para produtores de artigos em madeira processada, como móveis, bem como facilidade no acesso a maquinário e insumos por parte da indústria brasileira, que poderão importar a preços mais competitivos. Cadeias de suprimento industriais, segundo a análise do Sebrae, também poderão se beneficiar com aumento de volume exportado. Soluções O Sebrae já oferece muitas soluções que ajudarão os pequenos negócios a se qualificarem para conquistar os novos mercados que se abrirão. Mas mapeou ações direcionadas que serão reforçadas ou implantadas, tais como apoiar novas IGs, suporte técnico em biosseguridade, qualificar os produtores em obter as certificações exigidas pelo bloco europeu, marketing internacional, design, sustentabilidade, certificação orgânica e fortalecimento do Selo Arte (concedido pelo Ministério da Agricultura que facilita o comércio de produtos alimentícios elaborados de forma artesanal). FONTE: Agência Sebrae de Notícias
Saiba quais são os principais golpes contra MEI e confira dicas para se proteger

O Brasil já tem mais de 13 milhões de microempreendedores individuais (MEI), que representam mais da metade das empresas abertas no país. Aliado a isso, mais de um quarto (27%) destes pequenos negócios são chefiados por pessoas que estão no Programa Bolsa Família. O Sebrae alerta que o início de ano é um dos períodos em que os criminosos se aproveitam para aplicar golpes. Na maioria dos casos, eles criam falsas cobranças para retirar dinheiro dos empreendedores. “Todo início de ano há uma grande movimentação de recursos e pagamentos que os pequenos negócios precisam fazer. A recomendação é que os microempreendedores individuais tomem todas as precauções para que não sejam pegos nesses golpes. Além disso, é necessário ficar muito atento aos acessos que vão fazer, aos links em que vão clicar. Todo cuidado é pouco”, disse a ouvidora do Sebrae, Carla Rech. Principais golpes 1) DAS-MEI falsa De acordo com a Ouvidora do Sebrae, com base nos atendimentos realizados pela instituição, os golpes mais comuns têm ligação com o pagamento do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS-MEI). “São links de sites falsos enviados para os clientes informando que podem ter algum desconto na guia de pagamento”, informou. O que fazer? A orientação é evitar entrar em sites a partir de mensagens ou e-mails enviados antes de confirmar o remetente. Sempre confira os sites do governo federal ou os canais oficiais do Sebrae, como o portal ou o aplicativo, e siga as orientações desses canais de informação segura. “Os clientes atendidos pelo Sebrae recebem comunicados informando qual é a data limite do pagamento da guia”, recorda Carla. Nesse caso, indica-se a emissão do boleto no portal do Sebrae. O microempreendedor também tem a opção de gerar a guia DAS-MEI tanto pelo Portal do Empreendedor, do governo federal, como pelo app MEI, da Receita Federal, ou ainda pelo app Meu Sebrae. 2) Via WhatsApp Outro golpe comum são contatos via WhatsApp (ou por e-mail) informando que, para se manter como MEI, a empresa precisa ser associada a algum tipo de entidade ou sindicato. O que fazer? O Sebrae alerta que não há necessidade de ser filiado a nenhuma entidade para atuar como MEI. Recomenda-se atenção a estes tipos de contato e não clicar em nenhum link enviado por estes golpistas. Se a mensagem chegar por e-mail, deve-se observar a origem do remetente e comparar com o e-mail institucional que consta nos sites oficiais do governo federal ou do Sebrae, por exemplo. 3) Empréstimos Os empresários usualmente precisam de crédito para alavancar seus negócios ou ter um capital de giro neste início de ano. Com frequência, os pequenos negócios são bombardeados por mensagens ofertando recursos. O que fazer? “O ideal é que os financiamentos sejam feitos por entidades já conhecidas, bancos conhecidos e, de preferência, presencialmente”, diz a ouvidora do Sebrae. Além disso, Carla Rech ressalta que a instituição oferece a ferramenta Planejadora Sebrae para apoiar o pequeno negócio nesse assunto, com orientação sobre o melhor momento para adquirir o empréstimo, inclusive com o apoio do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe) e com taxas menores. 4) Formalização O ato de se formalizar como MEI pode ser complicado e representar um momento de vulnerabilidade para o Microempreendedor Individual em relação a golpes e a links na internet. Os golpistas criam páginas falsas, simulando a identidade visual dos portais oficiais do governo, e cobram pela formalização do MEI. O que fazer? A formalização do MEI é sempre feita pelo portal Gov.br, de forma gratuita. O CNPJ é criado instantaneamente e não há necessidade alguma de pagamento de taxa. Na dúvida, procure um ponto de atendimento do Sebrae ou a Sala do Empreendedor na prefeitura da sua cidade. Além disso, o Sebrae disponibiliza os canais oficiais, como o 0800 570 0800, o aplicativo e o portal do Sebrae para tirar dúvidas. Fonte: Agência Sebrae de Notícias
Receita simplifica adesão ao Simples Nacional com novo módulo de Administração Tributária

A Receita Federal do Brasil lançou algumas novidades no Módulo de Administração Tributária do Portal de Negócios Redesim (PNR). Entre elas, está a escolha do regime tributário antes da emissão do CNPJ e um fluxo integrado aos processos de abertura de empresas. Segundo o auditor-fiscal da RFB, Carlos Nacif, a ferramenta vai transformar como as pessoas jurídicas realizam o registro e cumprem obrigações fiscais no país. “Estamos simplificando e diminuindo a burocracia desse processo. Escolher o regime tributário adiciona, em média, 30 dias a mais para a abertura de empresas”, afirma. O módulo busca conectar cartórios, juntas comerciais, integradores estaduais e a Receita Federal para eliminar redundâncias e automatizar processos cadastrais. Também será possível escolher o regime tributário, com opção para o Simples Nacional. “O novo procedimento já estará integrado a outros sistemas da Reforma Tributária de Consumo, facilitando a conformidade tributária da empresa desde o momento de criação do CNPJ”, diz Layla Caldas, analista de Políticas Públicas do Sebrae. Como funciona? O empreendedor deve acessar o Módulo de Administração Tributária (MAT) logo após o registro da empresa no órgão responsável (Junta Comercial, Cartório ou OAB) para fazer a solicitação do CNPJ e a opção de regime tributária. Se o empreendedor tiver indicado um contador no registro da sua empresa, este também terá que assinar a solicitação no MAT. “A agilidade do processo de abertura de empresas também depende de ações dos empresários e profissionais de contabilidade. Então, é importante ficar atento na hora de escolher o contador que irá atender a sua empresa”, ressalta Layla. A partir de 2027, também estarão disponíveis as opções de Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS), criados pela reforma tributária. O Sebrae preparou uma página completa de informações e orientações para os pequenos negócios entenderem a reforma tributária. O empreendedor irá encontrar informações em uma linguagem acessível e materiais que ajudarão a se preparar para as mudanças previstas. Módulo de Administração Desenvolvido em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), o novo módulo representa um avanço expressivo na simplificação e modernização dos processos tributários, em consonância com as diretrizes da Reforma Tributária sobre o Consumo (RTC). A iniciativa busca promover um ambiente de negócios mais ágil, seguro e competitivo, por meio da integração entre os entes federativos e da digitalização de etapas fundamentais do ciclo de vida empresarial. Fonte: Agência Sebrae de Notícias
Mulheres 50+: maturidade impulsiona revolução no empreendedorismo feminino

Aos 50 anos ou mais, muitas mulheres estão descobrindo um novo capítulo de liberdade, propósito e protagonismo e, cada vez mais, esse recomeço tem o empreendedorismo como ponto de partida. A economia prateada, mercado voltado às pessoas acima dessa faixa etária, movimenta trilhões de dólares no mundo. No Brasil, o empreendedorismo feminino 50+ vem ganhando cada vez mais relevância. Segundo dados do Sebrae, 2,7 milhões de mulheres acima dos 55 anos são donas de negócios no país, muitas delas iniciando um novo ciclo profissional após transições de carreira, aposentadoria ou mudanças pessoais. Esse movimento reflete não apenas a busca por propósito e autonomia, mas também uma ressignificação do envelhecimento e da presença feminina no mercado. A fisioterapeuta e empreendedora Carmen Rita é um exemplo dessa nova geração de mulheres que estão transformando esse cenário. “O que me motivou foi a vontade de viver com propósito, liberdade e significado. Depois de tantos anos dedicada à fisioterapia e ao Pilates, percebi que ainda havia muito por fazer, não apenas no cuidado com o corpo, mas no fortalecimento da mente e do espírito. Aos 50, a maturidade trouxe clareza: eu não queria apenas atender, queria transformar vidas”, conta. Para ela, o principal desafio das mulheres 50+ no mundo dos negócios é reafirmar o próprio valor em uma sociedade que ainda associa inovação à juventude. “Muitas vezes, somos questionadas não pela capacidade, mas pela idade. Também há o medo do novo, da tecnologia e das mudanças rápidas. Mas quando nos conectamos a outras mulheres e buscamos capacitação, tudo muda. O Sebrae tem um papel essencial nisso, com ferramentas e acolhimento para transformar sonhos em negócios sustentáveis”, destaca. Mais do que um obstáculo, a idade se torna uma vantagem competitiva. De acordo com Marina Barbieri, coordenadora do Sebrae Delas em Santa Catarina, o avanço das empreendedoras 50+ mostra uma mudança cultural importante: “Essas mulheres estão mostrando que a maturidade é sinônimo de potência e inovação. Elas trazem bagagem, sensibilidade e propósito, atributos fundamentais para um empreendedorismo mais humano e sustentável. O Sebrae Delas tem atuado justamente para fortalecer essa rede de apoio, oferecendo capacitação, inspiração e conexões que impulsionam novos ciclos de vida e de negócios”, afirma. Com histórias que unem propósito e reinvenção, as mulheres 50+ estão redesenhando o mapa do empreendedorismo no país. Como resume Carmen: “A vida não termina quando os ciclos mudam, ela se reinventa quando a gente escolhe recomeçar”. FONTE: ASN/SC